Você já se perguntou se os controles de segurança da sua empresa são realmente eficazes ou apenas transmitem uma sensação de proteção? Em um cenário de ataques cada vez mais sofisticados, a maturidade em segurança não depende apenas da quantidade de ferramentas, mas da forma como elas são aplicadas e priorizadas.
Muitos casos recentes de empresas de médio porte ilustram esse desafio. Em um deles, a organização mantinha firewalls configurados, antivírus atualizado e backup na nuvem – elementos que transmitiam uma sensação de proteção suficiente. No entanto, um ataque de phishing comprometeu credenciais administrativas e paralisou todo o ambiente de e-mail corporativo. O problema não estava na ausência de tecnologia, mas na falta de clareza sobre prioridades de segurança.
É aqui que entra o CIS Controls: um framework que ajuda empresas a enxergarem além da superfície, revelando onde estão as brechas mais críticas e como priorizar ações de forma estratégica. Essa visão abre caminho para entendermos melhor o que está por trás do modelo e por que ele se tornou tão essencial para empresas de todos os portes, tema que exploraremos a seguir.
O que é o CIS Controls e por que ele importa para sua empresa
O CIS Controls possui 18 Grupos de Implementação com boas práticas reconhecidas globalmente e que se adequam ao nível de maturidade de cada organização, desenvolvidas pelo Center for Internet Security (CIS), que funcionam como uma bússola para qualquer organização estruturar sua segurança de forma consistente. Diferente de guias genéricos, ele traduz a complexidade da cibersegurança em controles claros, priorizados e mensuráveis.
Para empresas que ainda estão amadurecendo suas políticas de segurança, o framework funciona como um mapa de estrada. Imagine uma PME que precisa proteger dados de clientes: o CIS Controls ajuda a identificar que primeiro é essencial implementar autenticação multifator, depois revisar permissões de acesso e só então investir em soluções mais avançadas. Em outras palavras, ele mostra onde a empresa está, para onde precisa ir e quais caminhos não compensam.
Segundo o Verizon Data Breach Investigations Report 2024, 68% das violações analisadas exploraram vulnerabilidades já conhecidas, mas que não foram corrigidas pelas empresas. Esse dado evidencia um ponto crítico: na maioria dos casos, o problema não está na ausência de soluções tecnológicas, mas na falta de processos maduros de priorização, monitoramento e gestão contínua de segurança.
Dores do setor: por que avaliar a maturidade é tão difícil
Antes de detalhar os principais desafios, é importante entender que a avaliação de maturidade em segurança não falha por falta de tecnologia, mas por questões culturais, de gestão e de priorização. Esses fatores se repetem em empresas de diferentes portes e setores, criando um padrão de dificuldades que pode comprometer a efetividade de qualquer estratégia.
- Falsa sensação de segurança: empresas acreditam que instalar antivírus ou firewall é suficiente.
- Orçamento mal distribuído: investe-se em tecnologias de ponta sem corrigir falhas básicas de identidade ou gestão de patches.
- Falta de métricas: líderes de TI não sabem medir se estão realmente avançando em segurança.
- Pressão regulatória: leis como a LGPD no Brasil exigem proteção efetiva de dados, mas muitas empresas não sabem por onde começar.
A dor real é que muitas organizações só percebem suas fragilidades após um incidente.
Como o CIS Controls guia a avaliação de maturidade
A força do CIS Controls está na simplicidade: ele divide o caminho em controles priorizados que qualquer empresa pode implementar, ajustando à sua realidade. Na prática, a avaliação funciona como um check-up de segurança:
- Diagnóstico inicial – identificar lacunas e pontos fortes em relação aos 18 controles.
- Medição de maturidade – classificar cada controle em níveis (inexistente, parcial, implementado, otimizado).
- Plano de ação priorizado – mostrar quais ajustes geram o maior impacto imediato.
- Evolução contínua – repetir o processo para acompanhar a maturidade ao longo do tempo.
Assim como em uma consulta médica, a avaliação de maturidade permite identificar rapidamente os pontos de maior risco, priorizar cuidados essenciais e definir um plano de ação personalizado para fortalecer a saúde da segurança da informação da empresa.
O mais interessante é que o CIS Controls pode ser aplicado em qualquer nível de organização. Pesquisas do próprio Center for Internet Security apontam que pequenas empresas, ao adotar controles básicos como inventário de ativos e autenticação multifator, já conseguem reduzir significativamente a superfície de ataque.
Da mesma forma, grandes corporações utilizam o framework para otimizar processos, alinhar-se a normas internacionais e buscar melhoria contínua. Essa versatilidade faz do CIS Controls uma referência tanto para quem está começando do zero quanto para empresas que já possuem equipes de SI consolidadas e desejam evoluir ainda mais.
Casos reais: quando a ausência de maturidade custa caro
Quando se fala em maturidade em segurança, nada é mais didático do que observar os erros que já custaram caro a outras organizações. Casos reais, no Brasil e no mundo, provam que a falta de processos estruturados abre portas para ataques que poderiam ter sido prevenidos. Eles ajudam a transformar teoria em prática, mostrando em números e impactos o preço da negligência em segurança.
- Target (EUA, 2013): invasores exploraram credenciais de fornecedores para acessar 40 milhões de cartões de crédito. Um controle básico de acesso privilegiado — previsto no CIS Controls — poderia ter evitado o desastre.
- Hospital de São Paulo (2022): ataque de ransomware paralisou sistemas por falta de segmentação e backup testado. O incidente custou semanas de operação e milhões em prejuízo.
Em todos esses casos, a ausência de uma avaliação de maturidade baseada em frameworks como o CIS Controls deixou vulnerabilidades óbvias passarem despercebidas.
VA, Pentest e o próximo passo após o diagnóstico
A avaliação de maturidade não é o ponto final, mas o início. Uma vez que gaps são identificados, entram em cena serviços complementares:
- VA (Vulnerability Assessment): varredura para identificar vulnerabilidades conhecidas em sistemas e aplicações.
- Pentest: simulação prática de ataque, mostrando até onde um invasor pode chegar e qual o impacto real para o negócio.
Segundo a Ponemon Institute (2024), empresas que realizam avaliações contínuas de vulnerabilidades e pentests reduzem em até 27% os custos de incidentes.
CIS Controls como ferramenta de cultura e confiança
Mais do que um checklist, o CIS Controls é um instrumento de cultura organizacional. Ele obriga a empresa a olhar para dentro, reconhecer fragilidades e tratá-las de forma transparente. Em um mundo onde a confiança do cliente é tão valiosa quanto o próprio produto, adotar uma estrutura de maturidade em segurança não é burocracia: é estratégia.
Afinal, segurança não é ausência de ataques, mas capacidade de resistir, responder e continuar operando. O CIS Controls dá às empresas – grandes ou pequenas – essa capacidade. Se você quer aprofundar ainda mais seus conhecimentos sobre segurança digital e entender como a TDSIS pode apoiar sua empresa nessa jornada, conheça nossos serviços e acompanhe o blog.



