“Não é a falha que derruba uma empresa. É não saber que ela existe.”
O pentest (teste de penetração) é uma das práticas mais eficazes para avaliar e reforçar a postura de segurança de uma organização. Trata-se de um processo controlado em que especialistas simulam ataques cibernéticos para identificar vulnerabilidades em sistemas, redes, aplicações e processos.
Diferentemente de análises automatizadas ou de segurança puramente reativa, o pentest combina metodologias técnicas e conhecimento humano para demonstrar como falhas podem ser exploradas na prática e qual o impacto real para o negócio.
No mercado global, o pentest deixou de ser visto apenas como uma etapa de auditoria ou exigência regulatória. Hoje, é reconhecido como um instrumento estratégico de gestão de riscos, alinhado às boas práticas de frameworks como o CIS Controls, o NIST Cybersecurity Framework e padrões como ISO 27001 e PCI-DSS.
Para empresas que buscam maturidade em segurança, o pentest é mais do que um diagnóstico: é o ponto de partida para criar um ciclo contínuo de melhoria, prevenindo incidentes e fortalecendo a confiança de clientes, parceiros e investidores.
O que diferencia um pentest e como ele impulsiona a maturidade em segurança
Embora o conceito de pentest já tenha sido introduzido, vale aprofundar seu diferencial. Um pentest (teste de penetração) é muito mais do que uma análise técnica: é uma simulação realista de ataque cibernético, conduzida por especialistas, para identificar vulnerabilidades e demonstrar o impacto que elas podem gerar se exploradas. Enquanto uma VA (Vulnerability Assessment) aponta a existência de falhas, o pentest prova como essas falhas poderiam ser usadas para comprometer sistemas, dados e operações.
Organizações que realizam pentests de forma regular não apenas corrigem vulnerabilidades, mas também incorporam a segurança como parte da rotina de governança e gestão de riscos. Estudos como o Verizon Data Breach Investigations Report 2024 indicam que empresas que executam testes de penetração periódicos reduzem em até 50% a probabilidade de violações graves.
Além disso, levantamento da Ponemon Institute mostra que a prática contínua de pentests e avaliações de vulnerabilidade pode diminuir em média 27% o custo de resposta a incidentes. Ou seja, a segurança deixa de ser pontual para se tornar um processo contínuo, mensurável e evolutivo.
Casos reais que mostram a importância
Antes de entrar nos exemplos, vale deixar claro: nada ensina mais sobre segurança do que analisar casos reais. Eles escancaram o custo de não agir a tempo, mostram como pequenas brechas podem gerar prejuízos gigantes e colocam em perspectiva a fragilidade de qualquer organização.
Ao revisitar incidentes marcantes, conseguimos enxergar não só as falhas técnicas exploradas, mas também a dor do negócio, a perda de confiança e como um programa sólido e recorrente de pentests poderia ter mudado totalmente o desfecho.
- Equifax (2017): uma falha não corrigida no Apache Struts resultou na exposição de dados pessoais de 147 milhões de consumidores nos EUA. A empresa sofreu prejuízos bilionários e forte dano reputacional. Um programa de pentests regulares poderia ter identificado a vulnerabilidade antes de ser explorada.
- Colonial Pipeline (2021): a maior operadora de oleodutos dos EUA foi vítima de ransomware, interrompendo o abastecimento de combustíveis em grande parte da costa leste. A porta de entrada foi uma credencial VPN comprometida sem MFA. Testes de segurança com foco em autenticação e acesso remoto poderiam ter prevenido o incidente.
- Renner (Brasil, 2021): a rede varejista foi alvo de ataques de ransomware que paralisou operações digitais por dias. Embora os detalhes técnicos completos não tenham sido divulgados, especialistas indicam que a ausência de testes abrangentes de infraestrutura pode ter contribuído para a exploração bem-sucedida.
- British Airways (2018): uma vulnerabilidade em aplicações web resultou no roubo de dados de 380 mil clientes. O incidente gerou uma multa de £183 milhões e danos severos à reputação. A dor principal foi a perda de confiança de clientes e parceiros, com queda significativa nas reservas. Uma rotina de pentests poderia ter identificado a falha e prevenido o ataque.
O que aprendemos com esses casos, e por que a prevenção precisa ser prioridade
Os exemplos acima deixam claro que, independentemente do porte ou do segmento, toda empresa está sujeita a vulnerabilidades que, se ignoradas, podem gerar consequências devastadoras.
O padrão que se repete em quase todos os casos é preocupante: falhas conhecidas deixadas sem correção, ausência de autenticação forte, falta de segmentação adequada e escassez de testes de segurança consistentes.
A lição é evidente: não existe investimento mais inteligente do que a prevenção. Recuperar-se de um ataque é muito mais caro, lento e doloroso do que evitar que ele aconteça. É aqui que um processo estruturado e recorrente de segurança deixa de ser opcional e passa a ser parte vital da estratégia de qualquer negócio.
O método TDSIS para segurança contínua
Para transformar aprendizados em ações concretas e resultados consistentes, a TDSIS desenvolveu uma metodologia que une boas práticas internacionais, experiência prática e monitoramento contínuo. Trata-se de um processo estruturado, pensado para garantir evolução constante da postura de segurança, que começa no diagnóstico, passa pela identificação e exploração controlada de vulnerabilidades e se estende até a validação das correções implementadas:
- Diagnóstico com base no framework CIS Controls
Mapeamento das lacunas de segurança, priorizando ações de acordo com risco real. - VA (Vulnerability Assessment) & Pentest
- VA: varredura para identificar vulnerabilidades conhecidas.
- Pentest: exploração controlada dessas vulnerabilidades para medir impacto e cadeia de exploração.
- Relatório detalhado e plano de ação priorizado
Entrega de recomendações claras, com priorização baseada em criticidade. - Reavaliação após mitigação
Novo teste para validar correções e eliminar falhas remanescentes.
Resultados que comprovam eficácia, e por que esses números importam
Os resultados obtidos pela TDSIS não são apenas métricas isoladas: eles contam uma história de consistência, prevenção e construção de confiança ao longo do tempo. Cada percentual e cada dado refletem um trabalho contínuo de detecção, resposta e melhoria que se traduz em menos incidentes, mais resiliência e maior previsibilidade para o negócio.
- Apenas 7,11% dos eventos identificados evoluem para incidentes reais, graças ao monitoramento e reavaliações.
- 42 meses de média de contrato, demonstrando confiança contínua dos clientes.
Somados, esses dois indicadores revelam não apenas a eficácia técnica da metodologia da TDSIS, mas também o valor percebido pelos clientes ao longo do tempo. Baixos índices de incidentes e alta retenção comprovam que investir em avaliações e pentests contínuos traz retorno direto em segurança, estabilidade e confiança no relacionamento comercial.
Problemas que o pentest resolve
Não se trata apenas de corrigir falhas técnicas, mas de eliminar pontos cegos que colocam o negócio em risco, reduzir a dependência de medidas reativas e criar um ambiente mais preparado para lidar com ameaças. As dores mais recorrentes enfrentadas pelas empresas são problemas que podem ser significativamente mitigados com uma estratégia contínua e bem estruturada de testes de penetração e avaliações de vulnerabilidade:
- Falta de visibilidade sobre vulnerabilidades críticas
- Falsa sensação de segurança com base apenas em ferramentas automatizadas
- Necessidade de atender normas e auditorias (LGPD, ISO 27001, PCI-DSS)
- Redução do risco de ataques direcionados e movimentação
Pentest como estratégia de evolução
Mais do que encontrar falhas, o pentest é um catalisador de mudanças na postura de segurança. Ele orienta decisões, fortalece a resiliência cibernética e cria uma cultura de prevenção essencial diante do cenário atual de ameaças avançadas.
Se a sua empresa quer reduzir riscos, ganhar previsibilidade e proteger seus ativos mais valiosos, fale com a TDSIS. Nossa equipe pode ajudar a construir uma estratégia de segurança contínua, sob medida para o seu negócio.



